quarta-feira, 25 de junho de 2014

País do Alzheimer


Penso, logo existo, disse um sábio...

Mas pensando na situação em que nós estamos afundados não resisto à tentação de parafrasear o René Descartes, assim eu diria “lembro, logo não sou idiota”.
O maior problema do povo brasileiro não está na ausência do pensamento não está na falta do raciocínio estamos repletos de pensadores e ainda mais de pseudointelectuais isso sem contar a Valesca... Nosso problema é de memória.
Esquecemos muito rápido, eu diria que somos recordistas mundiais do esquecimento, ainda que não esqueçamos a hora da novela ou do jogo da seleção, esquecemos de coisas da mais alta importância você meu Raro leitor já esqueceu que votou na Dilma, já esqueceu qual dos benditos deputados está ficando (mais) rico graças ao seu voto.
Aposto que você que chegou até essa linha do texto não se lembra mais do título, não quero fazer pegadinha mas você deu uma olhada agora pra ter certeza de que não lembrava mais...
É meu caro amigo, não se sinta mal a culpa não é (só) sua, estamos todos no mesmo barco e aviso logo vamos afundar, deixamos os ratos entrarem e eles se multiplicaram e espalharam a doença da corrupção que hoje está matando nosso país junto com sua inseparável amiga a incompetência.
Somos reféns de bandidos bem vestidos e na sua maior parte bem educados que se valem de nossa amnésia coletiva para “deitar e rolar” fazendo tudo que for imaginável com o dinheiro que é nosso, tudo menos o que realmente importa, e continuaremos assim cantando a metade que ainda lembramos do Hino Nacional, comparecendo às urnas nos dias determinados¸ pagando impostos absurdos e mantendo o barco no rumo em que está.
Só mais um aviso, não esqueçam (se possível) que eu avisei.

terça-feira, 1 de abril de 2014

31 de março

      

Prezados, como a maioria de vocês não vivi no regime militar, não conheci os ditos "horrores" da assim chamada ditadura também não conheço pessoalmente qualquer pessoa das que foram ou dizem ter sido torturadas.

Talvez porque na minha vida inteira eu tenha me cercado de gente de bem, trabalhadora, cumpridora da lei, gente que sempre se preocupou em produzir e em viver do próprio suor.

Pela tv conheço os que dizem ter sofrido barbaridades no período que denominam como anos de chumbo, hoje eles mostram seu caráter são eles que foram investigados, condenados e depois inocentados pela mais alta corte deste país, corte essa que já foi motivo de orgulho nacional ao fazer justiça condenando bandidos que roubaram nosso dinheiro, mas que logo em seguida com a mudança de alguns ministros decidiu que não houve formação de quadrilha e inocentou deste crime os indivíduos já condenados dos quais diminuiu a pena, escrevendo assim um dos mais trágicos episódios da nossa justiça.

Mas esses mesmos condenados e sua legião de seguidores alimentados pelo bolsa família, abrigados no minha casa minha vida, muito mal educados nas escolas públicas e nas faculdades particulares que oferecem bolsas de estudos junto a um ensino medíocre tendencioso e revanchista, são hoje os que mandam no país, decidem o nosso futuro.

São eles que escreverão a história, na qual certamente exaltarão seus mal feitos e desmandos, certamente culparão a oposição pelos seus erros, os contratos de Dilma com Cuba são secretos, talvez nunca saberemos os termos sob os quais foram assinados, esse mesmo governo criou as comissões da verdade que curiosamente não querem esclarecer toda a história, mais uma vez seremos obrigados a engolir uma versão criada e maquiada aos moldes de quem a encomendou.

Nos livros de história contarão como nos livraram da prosperidade, como nos ensinaram a invadir e destruir propriedades rurais, como foi estabelecida esta pátria de vagabundos acostumados ao sustento estatal custeado pelos impostos tomados à força daqueles idiotas que acreditam que devem trabalhar para viver.

Quero ver em quem vão colocar a culpa por quebrarem o país, como já fizeram com a Petrobras.

Que o eventual leitor julgue por si.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PÃO E CIRCO

       
        Quem se lembra das aulas de história do ensino fundamental provavelmente conhece a política do pão e circo, se por acaso nada lhe vem à memória segue uma breve explanação:
       Na Roma antiga os governantes que não podiam, ou mesmo não queriam, resolver os problemas sociais (que já naqueles tempos afligiam a população) criavam espetáculos públicos, entre os quis as famosas lutas de gladiadores, para entreter o povo,também havia a distribuição de pão aos menos favorecidos dessa forma o povo, à base de pão e circo, continuava a levar sua “vida” sem questionar as autoridades pelos seus desmandos, pois estavam de barrigas cheias e mentes entorpecidas.
Se você até agora não consegue ver uma pequena gigantesca semelhança com nosso Brasil atual, peço gentilmente que pare de ler este texto e volte às redes sociais, ao BBB, às novelas, ao teste de fidelidade ou seja lá o que você estava fazendo, mas se você percebe que as coisas são mais ou menos assim hoje, continue e compartilhe comigo da indignação que somos obrigados a engolir a seco todos os dias que vivemos neste país tropical abençoado por Deus.
Quem tira um tempo pra assistir ou ler um jornal certamente já sabe que no novo julgamento do mensalão do PT, a nova composição do STF inocentou por maioria de votos oito elementos do crime de formação de quadrilha, amigos, entendo muito pouco de direito, porém se eu fosse advogado do Fernandinho Beira Mar ou de outros criminosos condenados aproveitaria essa nova “jurisprudência” para inocentá-los  deste crime, pois se o que aqueles indivíduos fizeram em Brasília não foi um ato de uma quadrilha penso que essa palavra devia ser retirada do dicionário pela nossa presidente Dilma.
A verdade é que coisas como esse novo julgamento deveriam revoltar a população, mas não há revolta, não se vê mobilização alguma por quê?
Copa das Confederações, Carnaval, Copa do Mundo, BBB, campeonatos de futebol regionais, Bolsa Família, Cartão Baruquita, a política do  “pão e circo” funciona perfeitamente hoje no Brasil.
O país está jogado às traças, não há emprego, não há hospitais (embora haja o mais médicos), mas se o Brasil ganhar a Copa vai ficar tudo bem...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

TAYNARA



Taynara Siqueira, ao saber desse nome muito me vem à mente, não a conheci nem “de vista” tampouco pessoalmente, em meio à tragédia do triplo homicídio ocorrido em nossa cidade, eu e todos que não tinham contato com a mesma, a ficamos conhecendo como “a empregada”.

Não escrevo pra fazer juízo de valor, ou mesmo para acusar ou inocentar quem quer que seja, escrevo apenas para fazer uma breve homenagem à jovem que teve sua vida interrompida por um lamentável(e revoltante) acontecimento.

Naquele trágico dia, três pessoas foram assassinadas, mas não se viu o mesmo luto para todas, entendam, não quero aqui menosprezar  a dor e o  sofrimento dos familiares e amigos da senhora Leda e sua filha Hanna, nem posso imaginar o que estão passando. Mas me pergunto o porquê de não ter ouvido o nome da jovem Taynara nos telejornais locais que noticiaram o trágico acontecimento.

Antes de ser uma empregada ela era uma filha, amiga, um ser humano merecedor de respeito e consideração como qualquer outro, ela também deixou marcas na vida daqueles que a conheceram, ela tinha planos e sonhos tinha vontade de viver e tinha a vida toda pela frente.

Até onde soube Taynara era filha única, deixo aqui aos pais, familiares e amigos dela assim como aos da senhora Leda  e da pequena Hanna meu sincero pesar, como “disse” antes não as conheci, mas espero que vocês encontrem forças para seguir em frente na esperança de que elas encontrem a paz onde quer que estejam.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Noite mal dormida



Hoje acordei cansado, não é um cansaço físico não é fruto de esforço físico algum, então me pergunto o que me tira o ânimo até mesmo para as coisas mais simples?
Percebi então que estou cansado de tudo, de viver no meio de uma sociedade hipócrita, de ser eu mesmo um hipócrita, de ter que ouvir sempre as mesmas coisas, as mesmas desculpas, de ver a falta de compromisso, de vergonha na cara, de respeito pelo próximo, estou exaurido de ver o malandro sempre se dar bem e o cidadão de bem sempre levar a pior, estou cansado do fingimento das pessoas, fingimos tudo o riso, o choro, os sentimentos...
Estou cansado de ter esperança nas pessoas e no sistema, pois no fundo sei que não se pode esperar nada de ninguém, estou cansado da burrice do povo, da inércia e até mesmo do desespero. Cansei, também, de confiar nas pessoas e mais cedo ou mais tarde ser passado pra trás.
Cansei de querer estar certo, de estar certo, de ser certo, também cansei dos meus erros (que são poucos) imagine então como me sinto em relação aos erros dos outros.
Cansei de ver gente inútil falar do que não sabe, de ver gente útil ser desperdiçada,  de ver imbecis no comando e gênios a reboque, cansei de “correr atrás”(não sou atleta), cansei de ser cego, mas mesmo assim ainda não posso ver, cansei da vida porém não quero a morte.
Pra resolver meu problema decidi não me importar com mais nada, mas cansei disso também.
Me acusei, me julguei e a mim mesmo condenei, sei que nada vai mudar, inclusive eu, de forma minha sentença é viver extenuado por tudo que me rodeia até o dia em que deixar esse corpo pra viver (ou não) junto de Deus.

Mas pode ter sido apenas uma noite mal dormida.