sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PÃO E CIRCO

       
        Quem se lembra das aulas de história do ensino fundamental provavelmente conhece a política do pão e circo, se por acaso nada lhe vem à memória segue uma breve explanação:
       Na Roma antiga os governantes que não podiam, ou mesmo não queriam, resolver os problemas sociais (que já naqueles tempos afligiam a população) criavam espetáculos públicos, entre os quis as famosas lutas de gladiadores, para entreter o povo,também havia a distribuição de pão aos menos favorecidos dessa forma o povo, à base de pão e circo, continuava a levar sua “vida” sem questionar as autoridades pelos seus desmandos, pois estavam de barrigas cheias e mentes entorpecidas.
Se você até agora não consegue ver uma pequena gigantesca semelhança com nosso Brasil atual, peço gentilmente que pare de ler este texto e volte às redes sociais, ao BBB, às novelas, ao teste de fidelidade ou seja lá o que você estava fazendo, mas se você percebe que as coisas são mais ou menos assim hoje, continue e compartilhe comigo da indignação que somos obrigados a engolir a seco todos os dias que vivemos neste país tropical abençoado por Deus.
Quem tira um tempo pra assistir ou ler um jornal certamente já sabe que no novo julgamento do mensalão do PT, a nova composição do STF inocentou por maioria de votos oito elementos do crime de formação de quadrilha, amigos, entendo muito pouco de direito, porém se eu fosse advogado do Fernandinho Beira Mar ou de outros criminosos condenados aproveitaria essa nova “jurisprudência” para inocentá-los  deste crime, pois se o que aqueles indivíduos fizeram em Brasília não foi um ato de uma quadrilha penso que essa palavra devia ser retirada do dicionário pela nossa presidente Dilma.
A verdade é que coisas como esse novo julgamento deveriam revoltar a população, mas não há revolta, não se vê mobilização alguma por quê?
Copa das Confederações, Carnaval, Copa do Mundo, BBB, campeonatos de futebol regionais, Bolsa Família, Cartão Baruquita, a política do  “pão e circo” funciona perfeitamente hoje no Brasil.
O país está jogado às traças, não há emprego, não há hospitais (embora haja o mais médicos), mas se o Brasil ganhar a Copa vai ficar tudo bem...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

TAYNARA



Taynara Siqueira, ao saber desse nome muito me vem à mente, não a conheci nem “de vista” tampouco pessoalmente, em meio à tragédia do triplo homicídio ocorrido em nossa cidade, eu e todos que não tinham contato com a mesma, a ficamos conhecendo como “a empregada”.

Não escrevo pra fazer juízo de valor, ou mesmo para acusar ou inocentar quem quer que seja, escrevo apenas para fazer uma breve homenagem à jovem que teve sua vida interrompida por um lamentável(e revoltante) acontecimento.

Naquele trágico dia, três pessoas foram assassinadas, mas não se viu o mesmo luto para todas, entendam, não quero aqui menosprezar  a dor e o  sofrimento dos familiares e amigos da senhora Leda e sua filha Hanna, nem posso imaginar o que estão passando. Mas me pergunto o porquê de não ter ouvido o nome da jovem Taynara nos telejornais locais que noticiaram o trágico acontecimento.

Antes de ser uma empregada ela era uma filha, amiga, um ser humano merecedor de respeito e consideração como qualquer outro, ela também deixou marcas na vida daqueles que a conheceram, ela tinha planos e sonhos tinha vontade de viver e tinha a vida toda pela frente.

Até onde soube Taynara era filha única, deixo aqui aos pais, familiares e amigos dela assim como aos da senhora Leda  e da pequena Hanna meu sincero pesar, como “disse” antes não as conheci, mas espero que vocês encontrem forças para seguir em frente na esperança de que elas encontrem a paz onde quer que estejam.